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Cadastre-seEscrito em 29 Jan 2026
A tão aguardada reforma tributária começa a ser implementada no Brasil, marcando a transição de um modelo anterior para um novo sistema de impostos. Essa mudança visa simplificar as operações e estabelecer um conjunto de regras totalmente novo.
A base da reforma tributária está na Emenda Constitucional nº 132/2023, que redesenha o sistema de impostos sobre consumo no Brasil.
As Leis Complementares, como a LC nº 214, têm o papel de regulamentar esse novo modelo, detalhando regras operacionais, transição e funcionamento dos tributos que substituirão o sistema atual.
O Brasil passa a adotar um modelo de IVA dual, composto por dois tributos distintos: a CBS, de competência federal, e o IBS, de competência estadual e municipal.
A partir de janeiro de 2026, esse novo sistema entra em fase de testes e adaptação contábil e fiscal, iniciando uma longa transição entre o modelo atual e o novo regime.
Em função das grandes mudanças existentes na operação de transição, a implementação está dividida em fases, como segue:
Neste post, apresentaremos detalhes da reforma tributária e o futuro do transporte de cargas no Brasil.
Continue a leitura e confira!
A reforma tributária chega para substituir diversos tributos federais, estaduais e municipais por dois impostos principais e um seletivo:
O CBS é o tributo de competência federal e substitui o PIS e COFINS, enquanto o IBS possui competência estadual e municipal, e elimina o ICMS e o ISS.
Já o IS, conhecido como o “imposto do pecado”, incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Com a reforma tributária, os impostos passam a ser recolhidos no destino da mercadoria ou do local onde foram realizados os serviços e não mais em sua origem.
Essa condição trará impactos na cadeia logística, uma vez que a conhecida guerra fiscal entre os estados perde sua base estrutural, haja vista que o imposto passa a ser recolhido no destino, esvaziando o principal incentivo que sustentava esse modelo.
Diante dessa nova realidade, poderá haver um deslocamento das indústrias e dos centros de distribuição para as regiões próximas dos seus grandes mercados consumidores.
Os novos tributos promovem também:
Diante de toda essa nova lógica tributária nas operações logísticas, mudanças importantes devem acontecer no que se refere ao transporte de cargas.
Para isso, as empresas precisarão considerar:
Com o fim da guerra fiscal entre os estados, encerra-se o que ficou conhecido como logística fiscal, uma situação que obriga as empresas a realizarem a readequação da malha logística.
Portanto, é fundamental que estudos sejam realizados e adaptações precisam ser ajustadas para o novo momento que se inicia.
O transporte de cargas a partir da reforma tributária tende a impulsionar as empresas a uma maior transparência, eficiência e profissionalização do setor.
Como vimos, a reorganização das operações com centros de distribuição mais próximos dos polos consumidores deverá se tornar uma realidade.
A ênfase será deslocada da logística fiscal para a eficiência operacional. Com isso, as empresas que buscam qualidade e diferenciais competitivos deverão priorizar e valorizar transportadoras bem estruturadas.
As transportadoras precisam oferecer a seus clientes:
Essa combinação de fatores e de exigências que certamente o mercado apresentará é o que irá definir o futuro do transporte de cargas no Brasil, quando a competitividade e a agilidade nas adaptações serão fundamentais.
Agora que você conhece mais sobre esse assunto, leia também nosso post que apresenta o setor comercial: o elo que conecta confiança e eficiência na logística!
(Imagens: divulgação)